Hooray: visitamos as cataratas do Niagara

Hooray: visitamos as cataratas do Niagara

Hooray: visitamos as cataratas do Niagara

Você não precisa ser necessariamente um fã de carteirinha do Pica-Pau para se lembrar da história. Um guarda persegue o pássaro mais maluco dos desenhos animados até as Cataratas do Niágara e, de repente, se vê dentro de um barril – onde imagina que o meliante se escondeu. Segundos depois ele cai, repetidas vezes, pela cachoeira, diante de um grupo de turistas vestidos de capa amarela gritando “hooray!!” a cada uma de suas passagens. Foi com essa sequência em mente que a reportagem do Jabuticaba, que não desce cataratas mas também não vacila, decidiu ir até Niagara Falls, uma cidadezinha a 130 quilômetros de Toronto, entre os lagos de Erie e Ontario, conhecer essa maravilha da natureza que tem a pachorra de se achar mais bonita do que Foz do Iguaçu. Vê se pode.

Yonge-Dundas Square - Toronto, ON

Dundas Square, a mini Times Square de Toronto

Como não existem voos do Brasil direto até Niagara Falls, você deverá no caminho passar obrigatoriamente por Toronto. A cidade canadense está se tornando uma espécie de Nova York em miniatura. E não é ironia! Tem até uma pracinha a Dundas Square que é cercada de imensos anúncios em neon como uma Times Square nano. Seus moradores mais antigos inclusive andam reclamando dessa suposta “manhatização” do skyline local. É que muitos edifícios mais antigos andam sendo substituídos por aqueles típicos arranha-céus envidraçados que fazem a alegria de novos ricos sem bom gosto ou cultura. Mas a cidade mantém seu charme em regiões como Yorkville, espécie de Rodeo Drive da terra do maple syrup, onde se concentram as lojas de praticamente todas as grifes de luxo que você imaginar; ou no sofisticado bairro de Forest Hill, endereço dos belos e bem nascidos do país, onde uma casinha pequena e sem garagem não sai por menos do que a besteira de uns US$ 7 milhões.

Dois programas são imperdíveis em Toronto. Já assistiu ao vídeo do argentino de Santa Fé que se muda para o Canadá? Corra para o YouTube! É uma divertida história sobre os percalços de um imigrante enfrentando as gélidas temperaturas canadenses. Faz tanto frio em Toronto que a cidade é dotada de nada menos do que 30 quilômetros de passagens subterrâneas onde se encontra de tudo: lojas, restaurantes, atrações. Deu pra perceber que não dá pra andar pelas ruas durante o longo inverno, né? Outra atração da cidade é a CN Tower, que já foi a torre mais alta do mundo e hoje caiu para a terceira posição. Há um restaurante giratório no topo, que pode não ser a maior das maravilhas gastronômicas, mas oferece algumas curiosidades locais como linguiça de bisão. Sem gracinhas, ok? Entre as opções de hospedagem na cidade, libere o republicano que mora no fundo do seu coraçãozinho e hospede-se no Trump Tower. O cinco estrelas fica no coração financeiro do centro da cidade e sua suíte de cobertura, com três andares e mais de mil metros quadrados de área total, é considerada a melhor opção de estadia na cidade. Os pratos de comida mexicana servidos no café da manhã são saborosíssimas e imperdíveis.

Leva-se em torno de duas horas de Toronto até Niagara Falls. Para aqueles que sentem a mão do cartão de crédito tremer quando cruzam a Linha do Equador, há uma meia dúzia de outlets no caminho entre as duas cidades. Como toda boa miniaturização dos States, Niagara Falls parece uma micro Las Vegas: neon, neon e mais neon por todo lado, cassinos, museus de cera e uma sucursal do famigerado Ripley, o museu do “Acredite, se quiser”. O melhor hotel para curtir a cidade é o Sheraton on the lake, que é meio antigo, caretão, mas fica exatamente de frente para o motivo que te fez vir até aqui. À noite, é sensacional o espetáculo de luzes e cores que são projetadas sobre as águas. O endereço abriga também a mais bem sortida lojinha de souvenirs das redondezas.

 Naturalmente, tudo aqui é monotemático, ou seja, cataratas. Na verdade, elas são um conjunto de três quedas. A mais conhecida de todas, em forma de arco, é chamada Horseshoe (ferradura de cavalo), e é dividida entre os Estados Unidos e o Canadá. Uma outra, de perfil mais retilíneo e com rochas lançando-se sobre as espumas brancas, fica do lado norte-americano e é conhecida como Americanas (dãã). A terceira, bem menor, é chamada de Bridal Veil (véu de noiva). Há muitas formas de explorar as cascatas, seja em uma excursão organizada junto às quedas, onde dá para levar as famosas capas amarelas de recordação, ou, dependendo do tempo, sobrevoando a região em imperdíveis voos de helicóptero e até em barcos que chegam bem junto à turbulência das águas, os Maid of Mist


canadafalls2

A força das águas que sempre impressiona os viajantes

E, por mais incrível que possa parecer, a história das pessoas que tentaram descer as cachoeiras dentro de um barril é verdadeira. Desde meados do século 19, dezenas de aventureiros tentaram fazer a descida usando os mais variados artefatos, como colchões de ar amarrados. Como dá pra imaginar, poucos deles escaparam com vida. Hoje em dia, as autoridades mantêm severíssima vigilância para evitar que algum doido tente algo semelhante. Arrisca-se?

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